23 de Novembro 2017
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Qual o impacto do La Niña para o produtor rural?

Qual o impacto do La Niña para o produtor rural? Nos últimos meses observamos nas redes sociais, imprensa informações sobre a possível configuração do fenômeno La Niña para o ano de 2017/18, porém muitas destas informações de forma equivocada. Este fenômeno impacta diretamente no planejamento de diversos tipos de segmentos, e também o agrícola. Desta forma este texto tem o objetivo de explicar um pouco melhor como funciona o fenômeno e o seu comportamento para os próximos meses. De acordo com a literatura especializada o fenômeno La Niña possui uma frequência de ocorrência de 2 a 7 anos e está totalmente relacionado com a intensificação dos ventos alísios na região equatorial. Essa intensificação dos ventos causa anomalias negativas na temperatura da superfície do mar (TSM) sobre o oceano Pacífico Equatorial Central e Leste, de modo que sua interação com a atmosfera influencia na mudança do regime de chuva e da temperatura em diversas regiões do globo terrestre, inclusive no Brasil. Em anos de La Niña, os meses de dezembro, janeiro e fevereiro tornam-se mais chuvosos no Nordeste do Brasil, e mais frios na Região Sudeste o que pode atrapalhar ou beneficiar os produtores destas regiões. Durante os meses de junho, julho e agosto a Região Sul se torna mais seca e as chuvas mais frequentes e intensas no extremo norte da Amazônia e Norte da América do Sul. Atualmente, estamos observando um Pacifico mais frio e se este cenário continuar ocorrendo à expectativa é de que os produtores enfrentem um verão mais chuvoso no Nordeste e mais frio na Região Sudeste. Como podemos caracterizar um ano de La Niña? Para tal, é feito a média das anomalias de TSM de três meses consecutivos, Ex.: SON, OND, NDJ e posteriormente, para se configurar como La Niña, as cinco médias seguidas terão que ter valor inferior a - 0,5 °C na região Niño 3.4. Como estão as condições atuais? Realmente durante os últimos meses está ocorrendo o resfriamento das águas do Oceano Pacífico Central e Leste. Ao observar a Figura 2, nota-se que somente a partir do mês de setembro a média das anomalias de TSM para o Pacífico Central e Leste, começaram a mostrar valores inferiores a -0,5° C, e ainda observa-se uma tendência de diminuição ao longo dos meses seguintes. Porém, não podemos dizer que este ano é um ano de La Ninã, ou tão pouco que a La Niña já está configurada. É inegável o resfriamento anômalo das aguas do Pacifico, porém precisamos respeitar a teoria. Segue abaixo uma tabela histórica de anos de ocorrência de El Niño/ La Niña, que irá ilustrar de forma clara as médias trimestrais relacionando aos anos de ocorrência de La Niña. Portanto, podemos observar que para se configurar um fenômeno de La Niña precisamos que os próximos cinco trimestres consecutivos estejam com TSM abaixo de -0,5°C. Nos últimos meses observamos nas redes sociais, imprensa informações sobre a possível configuração do fenômeno La Niña para o ano de 2017/18, porém muitas destas informações de forma equivocada. Este fenômeno impacta diretamente no planejamento de diversos tipos de segmentos, e também o agrícola. Desta forma este texto tem o objetivo de explicar um pouco melhor como funciona o fenômeno e o seu comportamento para os próximos meses. De acordo com a literatura especializada o fenômeno La Niña possui uma frequência de ocorrência de 2 a 7 anos e está totalmente relacionado com a intensificação dos ventos alísios na região equatorial. Essa intensificação dos ventos causa anomalias negativas na temperatura da superfície do mar (TSM) sobre o oceano Pacífico Equatorial Central e Leste, de modo que sua interação com a atmosfera influencia na mudança do regime de chuva e da temperatura em diversas regiões do globo terrestre, inclusive no Brasil. Em anos de La Niña, os meses de dezembro, janeiro e fevereiro tornam-se mais chuvosos no Nordeste do Brasil, e mais frios na Região Sudeste o que pode atrapalhar ou beneficiar os produtores destas regiões. Durante os meses de junho, julho e agosto a Região Sul se torna mais seca e as chuvas mais frequentes e intensas no extremo norte da Amazônia e Norte da América do Sul. Atualmente, estamos observando um Pacifico mais frio e se este cenário continuar ocorrendo à expectativa é de que os produtores enfrentem um verão mais chuvoso no Nordeste e mais frio na Região Sudeste. Como podemos caracterizar um ano de La Niña? Para tal, é feito a média das anomalias de TSM de três meses consecutivos, Ex.: SON, OND, NDJ e posteriormente, para se configurar como La Niña, as cinco médias seguidas terão que ter valor inferior a - 0,5 °C na região Niño 3.4. Como estão as condições atuais? Realmente durante os últimos meses está ocorrendo o resfriamento das águas do Oceano Pacífico Central e Leste. Ao observar a Figura 2, nota-se que somente a partir do mês de setembro a média das anomalias de TSM para o Pacífico Central e Leste, começaram a mostrar valores inferiores a -0,5° C, e ainda observa-se uma tendência de diminuição ao longo dos meses seguintes. Porém, não podemos dizer que este ano é um ano de La Ninã, ou tão pouco que a La Niña já está configurada. É inegável o resfriamento anômalo das aguas do Pacifico, porém precisamos respeitar a teoria. Segue abaixo uma tabela histórica de anos de ocorrência de El Niño/ La Niña, que irá ilustrar de forma clara as médias trimestrais relacionando aos anos de ocorrência de La Niña. Portanto, podemos observar que para se configurar um fenômeno de La Niña precisamos que os próximos cinco trimestres consecutivos estejam com TSM abaixo de -0,5°C.

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