h. | 24/08/2017

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Preos do frete rodovirio tiveram retrao em maio
19/06/2017
 
O avano da comercializao de soja no ltimo ms no se traduziu em aumento dos valores do frete nas rotas de escoamento do gro. Conforme anlise do grupo de pesquisa e extenso em logstica da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirz (EsalqLog), os preos vm caindo desde fevereiro pico da colheita de soja em Mato Grosso e esto, em alguns percursos, at mais baixos que h um ano.

No acumulado da atual temporada at junho, foram comercializadas 78,2% da colheita de soja prevista para Mato Grosso, segundo ltima estimativa divulgada pelo Instituto MatoGrossense de Economia Agropecuria (Imea). Em maio, apenas 69% da produo havia sido comercializada. No entanto, mesmo com o ritmo mais intenso de vendas de soja os preos cobrados pelo transporte caram mais de 5% no perodo em algumas rotas, segundo a EsalqLog.

Do municpio de Sorriso um dos maiores produtores de soja de Mato Grosso at Rondonpolis, onde existe um terminal ferrovirio, o preo da tonelada de soja transportada passou de R$ 99,76, em abril, a R$ 97,78 em maio (queda de 2%). Na comparao com maio de 2016, porm, ainda houve alta de 9,2%, mas a queda dos preos continuou em junho. Na primeira semana deste ms, o valor chegou a R$ 95,33. Comparado ao pico do ano, em fevereiro, a queda do frete de Sorriso a Rondonpolis de 21% De Nova Mutum, tambm em Mato Grosso, para o porto de Santos (SP), o frete caiu 5,7% entre abril e maio, para R$ 255,56 a tonelada. Em relao a fevereiro, o recuo de 5,4% e, se comparado a maio do ano passado, a queda bastante expressiva, de 21,8%. De Sapezal (MT) a Porto Velho (RO), a queda mensal de 9,24% e, em relao a fevereiro, de 6,14%, para R$ 136,71 a tonelada. Na comparao anual, o aumento do frete ficou abaixo da inflao do perodo, de 3,52%.

Mesmo fora de Mato Grosso, os preos do frete tambm caram. No Paran, o
lento escoamento e a falta de concorrncia com outros produtos fizeram os preos do transporte carem 6,2% de abril para maio entre Ponta Grossa e Paranagu. Na comparao com maio de 2016, porm, o preo subiu 15,3%.

Este ano foi atpico. Devido aos preos baixos da soja, os contratos que j haviam sido fechados foram entregues logo aps a colheita, gerando o pico em fevereiro e maro. Mas depois disso, os produtores guardaram o produto em armazns e a comercializao foi bem lenta, no gerando demanda por caminhes, explica Samuel da Silva Neto, economista e pesquisador da EsalqLog.

De fato, a comercializao ainda est abaixo do mesmo perodo da safra passada. Embora tenha avanado rapidamente no ltimo ms em Mato Grosso, ainda estava 12,8 pontos percentuais abaixo de igual intervalo da safra 2015/16, quando 90,9% da colheita j havia sido comercializada at o incio de junho, de acordo com o Imea.

No Paran, o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Estado indica que 44% da safra 2016/17 foi negociada at junho, ante 59% no mesmo perodo de 2015/16.

Silva Neto acredita que ocorrer um aumento gradual nos preos entre julho e agosto, quando o comrcio de acar deve gerar demanda ao mesmo tempo que comear a colheita de milho safrinha (inverno). Porm, o economista s v altas mais efetivas em setembro ou outubro, quando os produtores de gros sentirem a necessidade de escoar a soja ou o milho porque no tero lugar nos armazns para tantos gros.

Fonte: Valor Econmico

 
 
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